DiarioMeu.com

02 | 12 | 07

11|58 Que responsabilidade, isto de voltar a escrever...


olá, olá...
estou de volta...
finalmente recuperei o login e password para entrar na administração do blog...deus, que estupidez...ficar castrada assim por um motivo tão estranho, mundano...
Nem sei bem por onde começar este regresso...
passou tanto tempo que já tenho mais um membro na nossa familia, :)
mas deixem-me começar pelo fim para ser original....

A arte só existe quando há publico para a apreciar, para a percepcionar...
A arte depende do seu público e não dos criticos nem dos museus como academicamente se diz...
A arte amplia a nossa vida, potencia tudo o que temos dentro da alma...

o que sentem qd vão ver um espetáculo ao coliseu do porto?
Mais felicidade, mais adrenalina, mais tristeza, mais sentimento, mais vontade de mudar certas coisas nas vossas vidas...
Exacto, a arte tem como função mudas as mentalidades...

Eu por exemplo tnho qe agradecer ao António Variações em primeiro lugar e aos Humanos em segundo pela canção "Muda de Vida"... foi o que fiz, comprova-se que a arte, seja qual for o veículo utilizado,o formato que apresente muda as mentalidades...

A minha mudou, um bem haja para mim...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens...que ser assim?...

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim?...

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver
Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não vives satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida, se há vida em ti a latejar

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05 | 01 | 07

13|22 o que é ser feliz?

Rica pergunta.

Quando sabemos se somos ou não felizes?
Quando o sentimos.
É a única forma de saber se se é feliz, é sê-lo.

E quando nunca o foi?
Então não é.
Não sabe o que é a felicidade porque nunca a experimentou.

Mas e se já se sentiu feliz?
Pode já se ter sentido feliz, mas não se considera por isso uma pessoa feliz. Uma pessoa para ser feliz tem que ser feliz, não se pode sentir feliz às vezes.

De que depende a felicidade?
Depende do nosso bem estar incondicional. Ou seja um bem estar que não dependa de factor nenhum externo. Aquele bem estar que vem de dentro, que nos faz sentir de bem com a vida.

Quem é feliz não se sente infeliz?
Sente. Momentaneamente, com algo que o afectou de fora para dentro, algum factor externo, o que viu ou ouviu, e sentiu-se infeliz com isso, mas continua a ser feliz, pois não deixa que esse factor abale a sua felicidade. Provavelmente são factos. E alguns factos são problemas sem solução, daí não serem problemas, são factos.

Os factos dão-nos a felicidade?
Não. A felicidade não se dá. Vem de dentro, brota de nós para os outros. Os outros sabem melhor se somos felizes ou não. Eu sei que a minha filha é muito feliz, ela não sabe porque só tem 2 anos, mas sente essa felicidade todos os dias, transpira-a, contagia-me... é uma facto, que não é problema, é bom.

Quando te sentes feliz?
Quando vejo coisas bonitas, mas para isso é necessário que a forma como eu vejo o mundo esteja estabilizada, senão chego ao cristo rei, olho para o rio de janeiro e digo:" subi tudo isto para ver esta merda?".

Há quem sofra por não se sentir feliz sempre?
Há. Por vezes as pessoas que lá no fundo sabem que não são felizes não têm coragem de o dizer, porque se sentem ainda mais miseráveis e têm medo de estar a ser ingratas com os factores externos (podem ser pessoas) que tantas vezes também imprimem nessa pessoa alguma ou muita felicidade.

És feliz?
Não tenho a certeza, mas agora que me perguntas, sem querer ofender ninguém, acho que afinal não sou.
Mas vou ser.
Tenho a certeza.
Sabes porquê?


Porquê?
Porque descobri hoje que afinal o ser feliz só depende de mim.

S.

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07 | 12 | 06

09|56 Afinal sempre é possível ser-se feliz?

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A confusão aos 30 anos não podia ser maior...
As emoções misturam-se com os valores, sentimentos, meus e dos outros, e o caminho a seguir não me parece uma auto-estrada mas sim uma subida de uma serra com curvas e contracurvas, onde o meu maior cuidado é não cair no precipicio.

À medida que fui crescendo sempre tive o que queria e como queria. Foram poucas as contrariedades da vida, mas lembro-me de uma como se fosse hoje: quis um computador e o meu pai não me deu. Eu devia ter entre uns 7 ou 9 anos, o meu irmão tinha um spectrum que fazia imenso barulho quando iniciava os jogos, era necessário um leitor de cassetes para o jogo entrar, muito cómico aos olhos de uma PSP de hoje. Isto foi uma contrariedade tao forte que ainda me lembro. Outra foi um passeio da escola, ao qual não fui porque estava a chover, e ainda por cima até já estava pago, não esperava de todo este não.

Mesmo assim nunca soube gerir expectativas frustadas ou nãos redondos. Ensinaram-me a sus existência mas não aprendi o segundo passo - o dar a volta por cima depois do não, a vivê-lo sem ser de uma forma frustada, só por não conseguir isto ou aquilo.

Então habituei-me a viver no limite de tudo.

Porque sou a melhor, sempre fui, porque claro que consigo, que mal tem se chovem canivetes? ou cães ou gatos? eu consigo, eu vou, eu faço... e faço 500 mil coisas ao mesmo tempo, até surgir o sinal vermelho...

É o sinal que não me deixa conseguir ouvir as pessoas até ao fim das frases, o sinal de que a TV está sempre muito alta, que a Leo fala muito alto, de que cala-te que já percebi... este é o primeiro sinal de cansaço... depois vem o não suportar ouvir o toque do telefone, campaínhas, buzinas, bips bips, enerva-me o barulho da chuva a cair no telhado de camarinha..... apetece-me comer tudo o que me fizer mal, o que engordar e entupir as veias depressinha para acabar com a agonia do ter que reconhecer que se calhar me enganei no meu script e afinal não sirvo para super-mulher... e vou ficar frustada e triste porque afinal não superei as minhas expectativas...

ooh não consegui utilizar todo o pouco tempo livre que me resta do trabalho exigente numa multinacional a pintar e decorar caixas, fazer pregadeiras e colares, trabalhar como balconista, tratar da contabilidade e ser mãe e mulher... como é que é possível? daaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Eu que sempre fiz tudo...

Pois aos 15 anos a viver em casa dos pais é fácil ser muito eficiente, hoje nem com uma empregada a limpar a casa uma vez por semana, e um gato, um coelho, dois adultos e uma filha de 2 anos a sujar roupa e espaço...hum... talvez não tenha esolhido uma vida fácil...

Ah, é para receber elogios tipo do PO, que quando cá esteve me disse: "És a minha ídola, trabalhas para o Engº Belmiro, és mãe mulher e artesã? Como consegues?"
Pois meu querido PO, não consigo, está visto, mas combinamos uma coisa... ficas tu a ser o meu ídolo, que de portugês workaholic passaste a um espanhol que se diverte, sai à noite quando quer, e cuja a única responsabilidade é pagar as contas dos devaneios... tu és o meu ídolo, porque te divertes, aproveitas a energia, cuidas do corpo e da imagem e vives para amar... Parabéns, que o Deus em quem tu não acreditas te mantenha assim e a mim que me dê juízo para transformar esta frustação em aprendizagem.

Bom, tenho que continuar a ler Dalai Lama,
Tenho a sensação que ou fujo para o Alentejo ou nunca vou aprender a viver de outra forma... sou de paixões e entrego-me até ao limite ao que me motivar... sou assim... estúpida!...

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18 | 01 | 06

13|03 O Homem do Autocarro

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Este post já existe na minha cabeça há uns dias, talvez até há mais de uma semana, mas o tempo, que não existe de sobra, não me deixa escrever-te meu querido diário...
Falo-te da primeira vez que me desloquei de autocarro até ao meu local de trabalho, porque a minha bendita carrinha ficou sem bateria um dia destes de manhã... ora bem... toca a procurar a paragem de autocarro e o nº do mesmo... eu sabia que existia uma no bolhão... andei às voltas do mercado a perguntar a este ou àquele portuense e nada... até que alguém disse: "Menina, não é no Bolhão, é na R. do Bolhão, que fica um quarteirão atrás..." que bem me soube tratarem-me por menina, sou sempre a "Sra Doutora...", a distante, a que todos olham com demasiado respeito e alguma desconfiança... Porque não me conhecem, não passo de uma simples menina que anda de autocarro...
Mas este não é ainda o homem do autocarro, este senhor é apenas a ajuda, o empurrão para a minha redescoberta como menina que anda de autocarro!...
Feita a deslocação até à R. certa, lá está o autocarro altaneiro a passar o silo auto em direcção à minha paragem... toca a entrar, 1,35€ até ao meu destino... 40 minutos depois, e vários telefonemas a remarcar as reuniões devido ao atraso, já estava eu no escritório...
Ai e tal, vim de autocarro, foi mesmo fixe... tudo a rir... o meu gajo liga: "queres que te vá buscar logo à noite? se precisares de alguma coisa diz..." E eu, a menina que anda de autocarro, encho o peito e digo..."Nã! Achas? correu tão bem, que logo também vou de autocarro!"
18:00h e ainda muito que fazer, "Eh pessoal, vou-me embora que tenho que ir apanhar o autocarro..." (risos)
"Até amanhã!..."
Na na na .... la la la... saída do escritório...ups, "tá a chover..." mas a menina que anda de autocarro não se deixa abater e vem prevenida, e o que o escritório mais tem são guarda chuvas, com o fantástico logotipo da empresa, sempre disponíveis... "Cá vai alho..."
Noite escura como breu, lá tomo coragem para avançar pelo famoso atalho até à paragem, pelo outro lado é bem mais longe e demorado, afinal de contas até ali vai gente...la la la... coladinha aos outros, avanço com passo ligeirissimo para chegar rápido ao fim do atalho, Ok aqui estou eu na paragem... olha lá vem ele... mesmo à hora...18:15.
Procuro lugar perto do motorista que nunca se sabe...
10 minutos depois lembrei-me de ver se o autocarro estava muito cheio... hum não tem mais de 15 pessoas...
ó que é isto?
Um homem com ar carrancudo, cabelos grisalhos muito curtos e com as mão estre as pernas com um ar nervoso? aposto que é romeno... está mesmo atrás de mim e está com um olhar no horizonte muito estranho, parece que está à espera que aconteça algo...bom pelo menos não tem uma mochila... está é sentado perto da porta...
...hum...o meu pensamento neurótico fez-me mudar de lugar, com o coração a bater depressa porque não gostei do aspecto deste homem, saltei do meu lugar e fui sentar-me do outro lado do autocarro mas desta vez virada para ele. daqui vejo-te melhor, pensei...
... retomamos viagem e depois de deixar alguns passageiros na paragem e entrar outros, tentava o autocarro seguir viagem, quando comecei a ouvir um ruído estranho vindo das postas automáticas, ao lado deste homem... um pipipipi...infindável, o motorista levanta-se e dirige-se para a porta... o homem levanta-se e antes que o motorista consiga chegar à porta o homem sai a correr pelo autocarro fora...
fiquei gelada, com a pulsação mais rápida do que a habitual no final de uma aula de step... e agora? o motorista tenta repor a situação nas portas mas não consegue, porquê tanto pipipipi? Porque fugiu o romeno, não tinha bilhete, ou seria uma bomba?
brrrrr que medo... só pensei em fugir como fez o romeno, mas não, eu sou a menina que anda de autocarro, não posso sair, pois só eu tenho noção que pode ser uma bomba, os outros estão distraídos a conversar ou com a cabeça noutro lado, vou cá ficar pois possso ajudar a salvar vidas... será?
O pipipi passa e o motorista senta-se no seu lugar, arranca a 1ª e põe o autocarrro a andar... respirei fundo e fiquei à espera de ouvir o pum... mas não aconteceu nada até chegarmos à próxima paragem onde o pipipi voltou e o motorista nos pôs na alheta pois não seria seguro prosseguir viagem, "ele desconfia da bomba, pensei..." mas não, não pode é circular com as portas abertas, claro...
Bom, a menina que anda de autocarro teve que sair e esperar com todos pelo próximo autocarro...
O romeno desapareceu por instantes da minha memória e foquei a minha atenção na atitude de grupo dos outros passageiros do autocarro, uns cheios de sacos, outros com livros da escola, umas raparigas riam-se do sucedido, os mais velhos mais pacientes... e eis senão quando aparece lá longe um outro autocarro, com um nº diferente mas que parece também servir, o destino é o mesmo mas vai pelo Campo 24 de Agosto, Ok pensei, não paguei outra viagem e desta vez resolvi ir sentar-me ao fundo do autocarro...
Mala ao ombro, pé ante pé com cuidado para não falhar com a troca de postes à medida que caminhava para o fundo, estava quase na zona escolhida para me sentar quando ao meu lado direito estava sentado o romeno, o homem do autocarro.... nem sabem a confusão que ía na minha cabeça, agora tinha a certeza de que o problema era eu, era a mim que ele perseguia, estava carrancudo porque me queria matar, aquela imagem daquele homem representou para mim um filme de terror...

Fui ansiosa até ao destino,
Se calhar o romeno também.

É bom saber que o meu grau de neurose e maluquice ainda se encontra ao mais alto nível.

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