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24 | 04 | 05
09|52 Uma tarde bem passada.

Meu querido Diário, um destes dias eu e a Leo fomos visitar a exposição do Siza Vieira em Serralves.
Assim que lá chegámos deparamo-nos com uma série de grupos de estudantes do secundário que tinham vindo com as escolas visitar a exposição... uma barulheira e um rodopio... Desisti por momentos... era impossível chegar às paredes de onde pendiam os esquiços e as plantas do sr. Arquitecto.
Nada melhor do que um pouco de cafetaría para deixar amainar o trânsito e até porque seria necessário preparar um biberão para a Leo dentro de pouco tempo... assim foi...

Quando se anda de carrinho de bébé descobrimos coisas novas nos edificios, mesmo aquelas que o sr. Arquitecto tanto se esforçou para esconder... sim porque se não fosse o sr. Segurança eu nunca descobriria o sitio onde está o elevador... até porque estava uma roda de jovens numa grande palestra sobre a arte mesmo à porta do mesmo...ena ena fomos o centro das atenções... que constrangimento...
Um chá de cidreira, um pedaço de bolo de chocolate (para compensar o quilito que perdi na última semana) e um recipiente com àgua fria para arrefecer o biberão... eh eh... um balde da Moet e Chandon para arrefecer o biberão da minha filha... é só charme naquela cafetaria, não era necessário tanto!!!!

Enquanto arrefecia o biberão oiço uma voz atrás de mim que diz: - "Ó minha senhora, se o meu cigarro lhe estiver a incomodar a si ou à bébé eu mudo de mesa..." â?? sabem que idade tinha quem o proferiu tais palavras? Não sei se uns 15 se uns 16 anos... o que me deixou algo triste por ela tão novinha e tão gira já estar de cigarro em punho, mas ao mesmo tempo feliz por saber que existe uma nova geração de pessoas que se preocupam com o facto de os seus cigarros incomodarem os outros, definitivamente todos os espaços públicos deveriam ter zonas de fumadores e não fumadores, afinal se as pessoas já se disponibilizam para mudar de mesa de pois de estarem sentados e servidos, fazer essa escolha antes de se sentarem seria bem mais fácil.

Após o lanche uma visita ao WC na tentativa de mudar a fralda à pequenita. O grande problema não foi mudar a fralda foi descobrir em que porta entrar!!! Isto de se mudarem as sinaléticas só porque se trata de um museu... "isso não é legale"... depois de espreitar para dentro de uma das cabines e perceber que não existiam urinóis - essa peça asquerosa e repugnante que se colam nas paredes para que os srs tentem acertar-lhe no centro qual alvo à espera de uma seta â?? resolvi entar, devería ser a cabine das senhoras!!! Depois da fralda limpa lá fomos em direcção o palco da arte arquitectónica...
Que comentários tecer em relação à exposição em si?
Que está muito bem organizada e muito explicita a informação que nos é apresentada, é uma exposição mais para leigos na matéria do que para arquitectos. Fiquei um pouco invejosa por saber que a sra D. Armanda Passos, tem um local esecifico para realizar as suas criações fora de casa, uma outra "casinha" no jardim. Achei um pouco arrojado o facto de estarem expostas plantas de vários museus onde se pode ver explicitamente o local onde está situada a sala de controle do edificio, o que facilita o planejamento de um roubo aos mesmos... hum... aguardem srs. Seguranças, um dia destes terão acção... É muito bom saber que este portuense participa em projectos importantes na Europa e no Brasil. No entanto é essencial que vão visitar a exposição pois o sentimento é o de cada um, não adianta descrever muito mais...

No final da exposição não podia faltar a visita à livraria do museu... depois de uma visita rápida, e quase quando me vinha embora algo me chamou a atenção, um livro sobre a arte na infância e a infância na arte... depois de o desfolhar não resisti a adquiri-lo e senti uma força que me dizia é por aqui... o prazer é por este caminho... Desenhar e pintar como se fosse para crianças...ilustrar contos infantis... contar histórias sem letras... é por aqui, este será o meu novo rumo em 2005...
Um bom fim de semana diarinho...
Até logo...
S.
09 | 04 | 05
12|07 O ruído

Todos nós sabemos bem quais são os ruídos que usualmente nos incomodam, mas nunca ninguém reflecte sobre quais são os ruídos parasitas que nos rodeiam e nos tiram o sono ou nos tiram simplesmente do sério.

Sabemos que quando vamos na rua a caminhar tranquilamente e nos surpreende uma fantástica buzina de um automóvel, só nos apetece gritar ao fulano que apitou e o nosso coração bate como um cavalo... porque buzina de automóvel significa perigo... mas passados 5 minutos já ninguém se lembra.
Mas e aqueles ruídos mais estranhos que nos surpreendem normalmente durante a noite e são tão parasitas que nos consomem os nervos, ou nos pseudo-embalam até ao próximo sono? Sabem reconhecer os vossos?
Hoje enquanto fazia este exercício percorri a memória e encontrei diversos exemplos que vou partilhar:
Em casa dos pais, 5 da manhã de um dia qualquer da semana.
Estou a dormir profundamente quando de repente ouço um ruído de alguém a afagar a parede do meu quarto, vap, vap, vap... No silêncio da noite alguém tão perto da minha janela que dá logo ali para a rua, o que estariam a fazer?? Acordada fiz um enorme esforço para me manter em silêncio, mas a respiração acelerada parecia não me permitir escutar na perfeição o estranho barulho que persistia, até que de repente se houve um outro ruído... deste vez diferente um clack, clack, clack, do meu imaginário infantil surgiu um preso vestido de riscas pretas e brancas, com as correntes a arrastar pelo chão... seria a morte? Levantei-me, puxei a persiana e acho que assustei de morte o varredor de rua vestido de cor-de-laranja que afagava o passeio com a gasta vassoura castanha e trazia um carrinho onde colocava as folhas caídas no chão.
Em Braga, enquanto estudante.
O barulho mais parasita que um estudante da faculdade pode ter... a campainha da escola secundária que havia nas traseiras do prédio... de 50 em 50 minutos tocava para avisar dos intervalos escolares, mesmo aos Sábados e Domingos...
Perto de um Hospital/Faculdade de medicina no Porto,
estudantes... a toda a hora... não preciso dizer mais nada, pois não??

Perto da praia,
O Comboio passa também durante a noite... e no silêncio houve mesmo a alguma distância...
O Mar... que romântico, pensarão todos vocês... mas é muito bonito durante a lua-de-mel, sabe bem quem mora demasiado perto dele que o seu barulho se torna muito cansativo quando se abre a janela...
Havia um helicóptero ou avioneta que durante algumas noites não me deixou dormir... nunca tive coragem de abrir a janela para ver o que era... só pensava na scully e no mulder... ainda hoje acho que não seria um helicóptero mas sim eu a acordar de uma experiência do 3Â? grau, sem memória, só desconfiada do barulho da nave a distanciar-se lá de casa... turururu... turururu... buuuuuuuu...
Rua da Boavista
Bom é só adrenalina... os carros fazem diversas travagens bruscas durante a noite, os travões dos autocarros são um mimo quando estão em fila... e no meu quarto que dá mesmo para o exterior tinha sempre que por a tv mais alta, pois enquanto houver carros a passar não se houve nada... falta de isolamento....
Descobri um ruído irritante e que devia ser revisto pelas entidades competentes... O sinal sonoro do verde para os peões... já pensaram o que é adormecer com um ruído destes sempre que muda o sinal? All night long??? não há aí ninguém que conheça pessoalmente o Valentim Loureiro, diz que é influente aqui para os lados da Boavista ou será lá para Gondomar...
PS: a Ché queixou-se que eu não escrevo, mas ela é que deve ter o que contar acerca do que se passou lá nas terras dos apoiantes do major... isso é que deve ter sido ruído!!!
Actualmente na Baixa do Porto
Nas traseiras da casa não se ouve ruídos a não ser quando passa uma ambulância ou a polícia - estamos a falar da Av. dos Aliados!!!
à frente existe o ruido do movimento comercial da rua desde as 7h até às 17h, e aos fins de semana é uma curtição ver os vizinhos todos à janela a falar uns com os outros, ouvem-se os passarinhos que são colocados às varandas, as diversas músicas que ora vêm dos carros que estão a ser lavados na rua, ora vêm das casas da frente... temos fado ou tony carreira... nada mais saudável...
bj e abraços.
S.
06 | 04 | 05
21|36 Baby Fat
Querido Diário, existem cidades onde nem os deficientes nem os bébés de colo conseguem ter o mínimo de qualidade de vida quando resolvem dar um passeio.
Hoje demos um "grande" passeio no centro da Marinha Grande (não sei se são 6 ou se são 7 ruas), - terra dos vidreiros - e podemos concluir que além da enorme quantidade de pedras que lhe faltam ao longo de todos os passeios de calçada portuguesa, quase não existem rampas para se poder circular de carrinho de bébé.
Mas foi neste fim de mundo que finalmente conseguimos encontrar um chapéu que servisse na pequena cabecita da nossa L. Agora que já pode ir à praia, São Pedro de Moel nos aguarde!! Além da loja do pequeno chapéu - "o Babete" (que vende exclusivamente roupa da Petit Patapon mesmo sem ter o franchising), outra montra me chamou muito à atenção e nela um casaco fantástico, muito à la Carrie Bradshaw... Hum... Mi like it, mas infelizmente estou como a Miranda na série 5 => com Baby fat!!!

Azar!! É o que faz já não dar de mamar, os quilitos nunca mais se vão... Estou desejosa de conseguir caber nos meus jeans, é o que mais me custa... por outro lado, tenho a esperança de que o castigo de não comprar uma peça de roupa até voltar à forma inicial me ajude a recuperar... É o chamado estímulo negativo...
Bom, mas voltando ao casaco... será que têm tamanhos L, ou XL??? Acho que deixei de acreditar no facto de que vou comer menos ao jantar porque não o comprei... se por outro lado ele só existir em tamanho M, então vou ter pensar melhor nisso... hum... que gorda!
E finalmente alguém se lembrou de abrir uma cervejaria nesta terrinha de ninguém... é o "Parktime". Fomos á almoçar hoje, uma sopinha de alho francês para começar e uns fantásticos secretos de porco preto grelhados acompanhado de arroz e salada, e para
rematar uma laranjinha laminada... até me portei bem, não? É que já tinha visto o casaco...
Bom, não vos maço mais com esta conversinha sem jeito nenhum, vamos lá jantar (note: carapau grelhado na brasa) que daqui a pouco a L. abre a goela para mais um biberão, e também espero que na próxima fralda o cócó não lhe chegue às costas como há pouco...
Saudades,
S.

